Selinho não deve ser hábito frequente entre pais e filhos, diz psicóloga
Um hábito comum em muitas famílias brasileiras, o selinho entre pais e mães e seus filhos pode ser uma armadilha na educação das crianças, mais do que uma demonstração de carinho. Para entender a importância de alguns limites, sem deixar de lado o contato próximo com as crianças, o G1 conversou com psicólogas que comentaram a influência dessa relação no comportamento dos filhos.
Na terça-feira (1º), um italiano foi preso por beijar a filha de 8 anos na boca , na em uma praia, em Fortaleza. O homem, de 40 anos, a mulher e a filha estavam na piscina de uma barraca de praia. O pai beijou a menina na boca e foi advertido por outros turistas. Segundo a polícia, um casal de turistas de 70 e 75 anos disse que o estrangeiro beijou a menina na boca e acariciou as partes íntimas da filha.
“É fundamental não transformar o selinho em um hábito, uma forma frequente de carinho, mas uma bitoquinha em um momento de brincadeira não tem nenhum problema”, diz a psicóloga Ana Cássia Maturano. A especialista ressalta ainda a importância de deixar claro o limite e a diferença entre um carinho entre namorados e o carinho com os pais.
Para a psicóloga Patrícia Gugliotta, mestre em saúde mental pela Universidade de Campinas (Unicamp), o afeto entre pais e filhos pode ser demonstrado de outras formas. “Eu não sou a favor desse contato. Não que haja sexualidade, mas a criança nem sempre consegue entender até onde ela pode ir. Além disso, não acho saudável o beijo na boca entre pais e filhos porque os pais são referência, e como explicar então que com os colegas esse comportamento não é aceito”, diz
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